quão salgado meu corpo está, enquanto café, e eu queria nadar como os golfinhos podem nadar, e encontrar a cura pela empatia, absorver pensamentos, acesso à realidade aquela que só os loucos têm noção, torrada petrópolis, café, tanto mar ainda cheiro, quero morar nesse sorriso, fala, diz, diz de novo, quão afrodisíaca é a inteligência, afrodisíaca?, sexy, sim, inteligência sexy, e os dedos, esmalte azul, a cor mais quente, fogo em cada unha emana, e eu passo frio do mar, areia entre os dedos dos pés, no cabelo também talvez tanto que, não sei, estou salgado, e dos golfinhos pouco tenho, de herói menos ainda, mas navego, como uma jangada de pedra latina, navego, no contrapelo é que o mar, é que navega, mais música, quão gostosa é essa conversa que poderia não acabar, não morrer, até chegar na morte, ao fim de uma manhã, e continuar, num ponto de encontro um abraço que inicia, continuar…